Montanhismo, auto-desafio e jornada interior

VISIONS OF PERU

Hiking no Peru

Foi uma viagem curta mas intensa. Para estreitar laços, conhecer de perto o montanhismo e para realizar uma jornada interior.
Subir montanhas se revelou uma atividade nova para mim, que sempre tive muita ligação com o mar, e com esportes de ação. Apesar de poder se tornar algo bem radical, o montanhismo tem um ar de desaceleração e contemplação. É uma jornada, a qual você demora horas ou dias para chegar ao topo de uma montanha e lá ficar apenas por alguns minutos ou 1 hora e descer. Ou seja, o que levamos da experiência é a jornada da subida, lidando com os limites físicos, mentais e emocionais, ao mesmo tempo que somos presenteados com paisagens inspiradoras e fonte de uma paz indescritível.

Subimos a Rainbow Mountain, e subimos montanhas para chegar ao Humantay Lake. Vento, poeira, falta de ar, dores de cabeça, mas recompensas que valiam a pena. Caminhar com equipamento nas costas e também ter de lidar com os locais cheios de gente eram o meus desafios como fotógrafa e filmmaker sempre instigada a captar o que via. Às vezes era preciso apenas contemplar.

O lago Titicaca também fez parte dessa jornada. O lago navegável de maior altitude. Você perde de vista a água, e até parece que você estar no mar. Mas para este lugar mágico, dedico uma galeria especial.

 
 

Cuzco e Ollantaytambo

Entre um passeio e outro: CUZCO. As cidades da região mais parecem vilarejos esquecidos, parados no tempo, como Ollantaytambo. Mas a antiga capital Inca, mais populosa, tem uma mistura da ancestralidade com o mundo globalizado. Turistas de todas as partes do mundo, becos, ruelas, bons restaurantes, vendedores ambulantes, mercados típicos, pessoas com trajes típicos e aquela praça central. Foi nosso primeiro contato com o Peru. E nosso primeiro contato com a altitude. A altitude parece casar com a experiência que você está prestes a viver. Te faz desacelerar, preparar o corpo, beber muita água, comer comidas leves e nutritivas e tomar muito chá de coca.

Machu Picchu: Uma jornada interior

Machu Picchu foi nossa última parada. Parece que todos os outros locais haviam sido preparações para chegar na cidade perdida. O vale sagrado por si só é um local poderoso de energia, e ele é uma extensa região, mas a mais famosa atualmente, com certeza é a cidade arqueológica de Macchu Picchu. Viajamos de carro, trem, van e a pé, para chegar até lá.
Diferente dos outros locais, em menor altitude, com mais verde e com mais oxigênio, Machu Picchu foi um alento para o corpo.
Começamos a subida da Montanha de Machu Picchu. Não sabíamos ao certo o que nos esperava. A montanha permite uma vista panorâmica e muito mais alta que a mais famosa montanha Huayna Picchu e da própria cidadela.
Degraus a frente. Muitos degraus largos de pedras.
O andar até o topo é que fez mais sentido.
É no subir ao topo que vamos nos testando, nos auto-desafiando, fazendo paradas quando necessário, indo até o nosso limite.
Se concentrando no movimento de subir, na respiração, esvaziando a mente, enchendo o coração.
Chegar ao topo é a vitória, a conquista e a contemplação do que vivemos, do que temos dentro de nós.
Descer com pernas tremendo do esforço da subida, mas com uma leveza indescritível. Difícil não escorrer uma lágrima lá no topo. Não de sofrimento, mas de conexão com o que há de mais belo e puro dentro de você.